Amar como Maria amou

IMG_3935

Amados, preciso partilhar aqui uma graça. Muitos de vocês já me ouviram falar de um problema que sofri no trabalho. Algumas pessoas tentaram me prejudicar profissionalmente, tive problemas por conta de fofocas e inveja, o que me mexeu muito com meu psicológico.

Foi uma fase difícil e fiquei muito magoada. Por um bom tempo tinha raiva e rancor dessas duas pessoas e acabava alimentando sentimentos como esses em meu coração.

Foi ai que comecei a pedir a Deus que transformasse este sentimento em amor. Pedi muito que Maria me moldasse com as suas virtudes e que eu pudesse realmente amá-las e perdoá-las.

Conversei com um padre que me aconselhou a rezar insistentemente por elas e me surpreendeu dizendo: “Reza e quando chegar o momento oportuno fale com elas! E de coração você irá pedir perdão!”

A primeira coisa que eu pensei foi: “Rezar ok, falar será difícil, pedir perdão?! Jamais!!! Eu não fiz nada!” E pensava ainda pior: Elas que me devem perdão. As pessoas precisam saber quem elas são e o que fazem comigo. A máscara dela devia cair.”

Imediatamente Deus me coloca a frente da organização da Consagração a Jesus Cristo por Nossa Senhora onde vi que Maria não queria isso. Em nenhum momento Maria quis vingança daqueles que julgavam seu filho. Maria acolheu os bons e ruins. Maria nos aceitou como filhos, com nossas mazelas e nossas qualidades. Maria não julgou aqueles que maltrataram Jesus, flagelaram, coroaram com espinhos, nem sequer aqueles que o crucificaram. A espada foi transpassada em sua alma e em seu coração, mas Nossa Santíssima Mãe seguiu a acolher todos aqueles que Jesus entregou na cruz.

E como eu poderia seguir o caminho diferente daquele que Maria me orientava? Comecei a rezar por mim, para que Deus mudasse o meu coração e comecei a pedir que Maria me ensinasse a ser melhor para aquelas irmãs. Pedi que Maria me ensinasse a amá-las e ver que a errada era eu por não amá-las e não perdoá-las. Eu quem estava julgando, eu que precisava de perdão.

Até que eu entendesse isto foram muitas portas trancadas para que ninguém chegasse a minha sala, foram desculpas para não ir aos encontros de trabalho, etc. Até que um belo dia dei o primeiro passo. Um bom dia, um abraço.

Hoje eu consegui pedir perdão. Do fundo do meu coração sem citar nomes nem o porquê estava fazendo aquilo, agradeci por tudo de bom que elas haviam feito comigo. E realmente me fizeram uma pessoa melhor e pedi perdão por tudo. Me senti muito bem, não usei ironia, mas sim a graça de uma transformação. A amizade acabou sendo desfeita, mas de fato aprendi o que é amar os nossos inimigos.

Caroline Sampaio

Coordenadora do Ministério de Liturgia e MESC