O batismo de Jesus, relatado nas escrituras, sempre nos remete à figura de João Batista. Ele, que pegava pela contrição e arrependimento para remissão dos pecados, de acordo com o evangelista Lucas (3:11), encorajava as esmolas para os pobres conforme ia batizando as pessoas pela água.

João preparava o caminho daquele que viria batizar no Espírito Santo. A vinda de alguém “mais poderoso que eu” (Lucas 3:16).

Jesus, homem, vem no meio daquelas pessoas e se coloca para também ser batizado por João Batista. Não porque fosse necessário, mas porque quis nos dar o seu exemplo e realizar o que os profetas relataram no passado. Cristo não precisava da remissão dos pecados pois estava isento e nem de receber a graça, pois já a tinha plenamente, motivos pelo qual João ficou sem graça por ter que batizar Deus pois não fazia sentido. João Batista até tentou recuar quando viu que era O tão esperado Messias que se aproximava, mas reuniu a coragem que tinha e fez o que o senhor necessitava que fosse feito por ele.

Após de Jesus emergir da água, Mateus Marcos e Lucas relatam que o céu se abre e uma “voz divina” diz: “tu és o meu filho dileto, em ti me agrado. Já o evangelista João nos mostra João Batista narrando o evento. Uma visão herege de cristianismo primitivo acredita que somente nesse momento Jesus havia se tornado divino, mas a verdade é que o divino e humano se tornam um, naquela cena. Além do momento da transfiguração de Jesus, é no batismo em que Deus chama Jesus de filho.

O evento marca o início do Ministério Público de Jesus. Comumente, nós católicos, nos batizamos ainda crianças para que possamos entrar na vida cristã logo cedo. O batismo é um dos sacramentos da iniciação da vida cristã.

Dos eventos mais importantes da narrativa evangélica sobre a vida de Jesus, o batismo é o primeiro. O batismo pregado por João Batista era o batismo pela água e para mostrar à humanidade que Jesus era também homem. No batismo de João aquele que recebia se reconhecia pecador, já o de Cristo tem a eficácia de purificar do pecado e conferir a graça.

Jesus, após a morte e ressurreição, encoraja os discípulos para que evangelizem e batizem todos quanto podiam (Mateus 28:19).

Que possamos refletir a partir desse evento do batismo do Senhor e, assim como o João, preparar o caminho do Senhor na nossa vida e na vida do próximo.