No primeiro domingo do ano é celebrado pela Igreja Católica a Epifania do Senhor. Epifania que quer dizer manifestação ou aparição. Sendo assim, no contexto cristão, é a manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo como aquele que veio para todos os povos. Povos representados pela narrativa do evangelista Mateus através dos reis magos que seguem a luz do Senhor, representada na estrela, para que possam adorá-lo e glorificá-lo. Adoração essa acompanhada por presentes (ouro, incenso e mirra) e que indicam ser o menino Jesus rei, divino e que se entrega por todos nós, pela nossa salvação.

Antes de Jesus, a figura do rei se mostrava como o líder que cuidava da manutenção de um povo em todos os aspectos, e não somente aquele que, como Herodes, pensava em seu próprio prazer. Herodes, sendo assim, aquele que recebe um poder divino e que não sabe utilizá-lo da maneira desejada pelo Senhor. Então é pela Sua epifania que o Senhor se apresenta e a esperança vem aflorar novamente no meio de nós, que somos salvos por Ele.

Apesar de no primeiro domingo do ano a Igreja Cristã Ocidental celebrar a Epifania do Senhor como a revelação aos povos do mundo, representados pelos reis magos, a Igreja ainda celebra a Epifania do Senhor em outros dois momentos da vida de Jesus – durante o batismo com João Batista e na realização do primeiro milagre na festa das bodas de Caná da Galiléia. Já para a Igreja Cristã Oriental, a Igreja Ortodoxa e a Igreja Copta têm como tema central da Epifania do Senhor o batismo de Jesus.

No dia da celebração da Epifania do Senhor, a narrativa de Mateus não nos vem dar um contexto histórico desse acontecimento específico. Chegamos a essa conclusão através de alguns detalhes da narrativa que ainda não estão bem confirmados por estudos históricos existentes. Por exemplo dados a respeito dos reis magos e de onde provinham e quantos eram, e sobre a estrela que eles seguiam.

A verdade é que em relação a Mateus, devemos à luz da sua intenção teológica, notar que sua intenção é mostrar o significado salvífico do nascimento de Jesus: Ele veio para todos os povos. Como a luz, que quando acessa, ilumina a todos.

Devemos, portanto, a exemplo da representação dos reis magos, nos desacomodar e ir ao encontro ao que o Senhor nos pede em relação a nós e aos nossos irmãos. Mesmo como “reis” e com as responsabilidades que recebemos, sermos humildes enxergando a soberania do Senhor e nos entregando sempre em missão ao próximo.