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Estamos entrando hoje no período do Tríduo Pascal. Esse período envolve os três dias em que celebramos a cada ano a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo e firmamos, mais uma vez, o nosso compromisso com Deus. O Papa Bento XVI publicou, em 2011, uma exortação apostólica que nos orienta como viver esse período em plena graça e contemplando as vontades de Deus para nossa vida. Confira:

A Quinta-feira Santa é o dia em que se faz memória da instituição da Eucaristia e do Sacerdócio Ministerial. (…) Na tarde da Quinta-feira Santa inicia efetivamente o Tríduo Pascal, com a memória da Última Ceia, na qual Jesus instituiu o Memorial da sua Páscoa, dando cumprimento ao rito pascal hebraico. (…) A Quinta-feira Santa, enfim, encerra-se com a Adoração eucarística, na recordação da agonia do Senhor no Horto das Oliveiras.”

Nesse período, somos chamados a participar da missa do lava pés, uma celebração ao serviço a Deus, onde nos colocamos pequenos diante dos nossos irmãos, e nos reconhecemos verdadeiramente instrumentos da vontade de Deus.

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“Jesus diz aos seus: permanecei aqui e vigiai; e esse apelo à vigilância concerne exatamente este momento de angústia, de ameaça, no qual chegará o traiçoeiro [traidor], mas concerne toda a história da IgrejaÉ uma mensagem permanente para todos os tempos, porque a sonolência dos discípulos era não somente o problema daquele momento, mas é o problema de toda a história. A questão está em que consiste essa sonolência, em que consistiria a vigilância à qual o Senhor nos convida. Diria que a sonolência dos discípulos ao longo da história é uma certa insensibilidade da alma frente ao poder do mal, uma insensibilidade por todo o mal do mundo.”

Na Sexta-feira Santa faremos memória da paixão e da morte do Senhor; adoraremos Cristo Crucificado, participaremos nos seus sofrimentos com a penitência e o jejum.  Acompanhemos, portanto, na Sexta-feira Santa também nós Jesus que sai ao Calvário, deixemo-nos guiar por Ele até a cruz, recebamos a oferta do seu corpo imolado.”

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Nesse momento, somos chamados a reviver a Paixão de Jesus não com missas, mas com celebrações litúrgicas, que relembram a crucificação de Jesus.  Nesse dia, devemos jejuar e nos abster de carne. A Igreja pede ao seus filhos que silenciem-se para relembrar a Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

“Enfim, na noite do Sábado Santo, celebraremos a solene Vigília Pascal, na qual nos é anunciada a ressurreição de Cristo, a sua vitória definitiva sobre a morte que nos interpela a ser n’Ele homens novos.

No domingo, celebramos a solenidade de Páscoa do Senhor, com cânticos de Aleluia e muita felicidade, pois Cristo ressuscitado venceu a morte e vem em auxílio de nossa salvação!

Que a Semana Santa seja para nós um momento de introspecção que possamos refletir sobre os últimos momentos de Jesus Cristo na terra. E lembremos que o que guiou as escolhas de Jesus em sua vida foi sempre a vontade de amar ao Pai. Por amor, ele veio até nós e viveu todos os seus dias. Por amor, Jesus abraçou a sua cruz e mesmo com todo sofrimento, se entregou à vontade de seu Pai, sabendo que aqueles momentos seriam uma constante lembrança e motivo de conversão para nossos corações.

Jesus abraçou a sua cruz não apenas por aqueles que ali assistiram o seu sofrimento, mas pelos pecadores do mundo inteiro: por mim e por você, meu irmão. Ao revivermos o Tríduo Pascal, que possamos nós também acolher a vontade de Deus em nossas vidas, aceitando que mesmo que o caminho pareça espinhoso, Ele nos carrega em seus braços e nos traz redenção.

*Trechos extraídos da catequese de Bento XVI sobre o Tríduo Pascal

Ivna Macedo

Ministério de Comunicação