No dia 02 de fevereiro, a Igreja celebra a festa da Apresentação do Senhor. A Lei de Moisés prescrevia que, 40 dias após o nascimento de todo primogênito (filho mais velho), este deveria ser apresentado ao Templo de Jerusalém.

Tratava-se de um ritual também conhecido por “Purificação da Mãe”, algo que se refere a uma tradição judaica, no entanto, para Nossa Senhora, não tinha nenhum sentido, já que Ela e Jesus Cristo não eram detentores de pecado. Representava, portanto, um ato de humildade pelo fato de ser necessário cumprir toda a Lei. Por tal razão, Nossa Senhora e Jesus Cristo foram ao Templo e o Menino foi apresentado ao sacerdote que lá se encontrava.

Merece destacar que, naquela época, tinham que oferecer uma oferta, a depender da situação: caso fosse uma família com maior quantidade de bens, deveria ser oferecido um novilho, uma ovelha, um carneiro, enquanto que, os mais pobres, como São José e Nossa Senhora, ofereciam um pombinho, uma rola.

Vale ressaltar que a referida oferta era entregue ao Templo para que a criança oferecida a Deus fosse resgatada, ou seja, voltasse para casa, não permanecendo no Templo. Porém, Jesus sabia que essa volta para casa era temporária porque um dia Ele seria oferecido a Deus de maneira permanente, sobretudo, no sacrifício da cruz.

Outro fato impressionante nesta Apresentação no Templo era a história de Simeão e Ana, profetiza com mais de 80 anos, que servia a Deus com jejuns e oração (Lc 2, 36-37), o que nos faz compreender que jejuar e orar é uma poderosa oferta de amor e serviço a Deus que fortalece a nossa fé e a confiança em Seus planos para nós.

Infere-se ainda que neste dia Simeão, inspirado pelo Espírito Santo, foi ao Templo porque ali estava o Salvador e disse: “Porque meus olhos viram a tua salvação, que preparastes diante de todos os povos, luz para iluminar as nações e glória de teu povo Israel” (Lc 2, 30-32), representando Cristo, como a luz do mundo, apresentado no Templo para ser a luz das nações. Por tal motivo, este dia é chamado de “Bênção das Velas”.

Simeão coloca Jesus nos braços e ainda revela: “Este Menino será colocado como sinal de contradição” (Lc 2, 34), ou seja, Ele vai agir contra aquilo que o mundo ensina.

Essa é a frase que marca a trajetória de Jesus, o qual sempre pregou o Evangelho, só fez o bem, a caridade, mas por causa da sua vida e doutrina, foi perseguido, morto e crucificado. Assim como também é a Igreja Católica Apostólica Romana, que continua a ser esse sinal de contradição, pois é o próprio Corpo de Cristo e já não aceita mais aquilo que o mundo deseja acolher: o pecado.

Por fim, caberia a seguinte reflexão: Qual o caminho desejo seguir: contra ou a favor da Igreja? De fato, sou verdadeiramente um(a) católico(a) convicto(a)?