“Pois desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. Ora, esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não deixe perecer nenhum daqueles que me deu, mas que os ressuscite no último dia” (Jo 6, 38 e 39).

Na quarta-feira de cinzas muitos de nós, enquanto éramos chamados a relembrar a nossa origem e avivar a virtude da humildade em nossos corações, ouvimos a amorosa exortação: “Convertei-vos e crede no Evangelho”. Era chegado o mais favorável de todos os tempos para a nossa conversão: a quaresma.

Passados os quarenta dias em que nós, cristãos católicos, pudemos aproveitar a vivência de um retiro espiritual – cada um a sua maneira e com individual intensidade –, nos deparamos hoje com a realidade do mais grandioso de todos os momentos litúrgicos: a ressureição de Jesus Cristo.

Fazendo uma analogia com datas comemorativas que nos são bem próximas, como festas de nascimento, batismo e casamento, a Páscoa é A GRANDE FESTA: o dia em que celebramos todos os outros dias – já vividos ou garantidos pelo nosso Salvador, aqui e na almejada eternidade.

Seguindo o caminho proposto pela mãe Igreja, é provável que, nos dias que antecederam o grandioso dia da Páscoa, tenhamos feito propósitos de oração, jejum, caridade, penitência. Tudo isso é maravilhoso e certamente nos aproximou do alvo: Cristo! Ainda assim, o sentido se esvazia se não tivermos fé no Ressuscitado. É Ele quem vive e reina para sempre. É Ele o autor, o alimento, a razão, o TUDO que nos leva a crer e buscar o Alto.

É a certeza de que temos um Deus vivo e próximo que nos dá ânimo para cada necessário recomeço em nossas vidas. Cada passo que damos rumo à santidade, cada novo caminho que nos torna mais pertencentes a Deus, deve nos aliviar os fardos, na certeza de que, sendo dEle, não seremos deixados para trás, não pereceremos e também viveremos a ressureição (Jo 6, 38 e 39).

Peçamos a Nossa Mãe Maria Santíssima o dom da fé, para que, junto a Ela, possamos repetir diariamente o “faça-se” para a vontade de Deus. Ela, que nunca duvidou, há de nos auxiliar no mais seguro caminho de uma fé viva e constante, no ritmo de louvor que, a cada dia, devemos entoar.

Jesus Cristo ressuscitou! Ele vive! Aleluia! Aleluia!